sexta-feira, 8 de março de 2019

Não gosto da ideia de que existem escolhas na vida. Sinceramente o mero pensamento sobre ao que remete tal definição, me incomoda. 
Não existem escolhas a serem feitas na vida que te permitam distinguir em cima do espectro essencial, a não ser aquelas que se relacionam diretamente com o trivial, o fútil. 
Crer que há o que escolher no essencial é se prender a um senso de poder e domínio sobre a vida que não existe, pois esta é incontrolável e o máximo que se pode fazer sobre é se preparar para o que pode ou não acontecer dentro de hipóteses construídas em cima de preconceitos, mas jamais escolher.
A vida te permite escolher apenas o banal, como a roupa que usa, no que vai comer, no carro que vai comprar, etc, mas no essencial, não.
No que é essencial, ou seja, naquilo que vai fazer parte do seu aprendizado, da sua evolução, há apenas a decisão sobre o que fazer a partir do momento em que aquilo já está acontecendo. A vida não te pede passagem ou autorização... e por mais que se tenha informações sobre o que pode acontecer, toda verdade é subjetiva e não absoluta, pois é forjada no momento em que se vivencia o fato, em que se tem a experiência concreta, além disso há apenas a  teoria, que pode ser questionável em tudo que abrange.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Tanto aconteceu desde então...

Desde que tudo mudou... Desde que tudo se desfez.

O que foi desfeito?

Me pergunto há todo momento.

A resposta mais sóbria, vem do egoísmo de pensar em si, de pensar em um mundo que gira em torno do próprio umbigo... De pensar na ausência de razao.

Então vejo, não há pensamento, é apenas o resultado de um devaneio... Incoerente. Existe uma inquietação que impede a análise fria da situação...

A análise do todo, onde o motivo não existe, fica esfumaçada, coberta pela nevoa de tentar se achar uma justificativa para mascarar o óbvio.

Voce é descartável! E mesmo em um milhão de momentos e risadas, todas as páginas de livros de sabedoria de nada mais servem, a não ser para limpar a bunda.

Desaparecendo...
Enfraquecendo...
Quebrado.

A culpa é nossa, é minha... E foi naquele momento, que abandonei a mim mesmo, que me perdi.

Onde estou?

domingo, 30 de outubro de 2016

Aprendi na vida.

Aprendi na vida que ficar para conviver com os verdadeiros amigos, com a família,
dar boas risadas e ter bons momentos juntos vale mais do que um milhão de páginas
de "sabedoria".

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Há tempos, quando minhas convicções insensatamente julgadas insensatas, foram discriminadas, eu, como sempre, escrevi.

Que haja registro daquele momento...



Na jornada da vida, o objetivo de caminhar de pé e seguir em frente é demasiadamente exaustivo.

Ao me olhar e sentir a vida passando por mim através de sua incessante contagem dos segundos, minutos e horas, percebo a inevitabilidade da condição que me acomete. Humana!

Sou apenas mais uma "caminhante" nesse Terra, me esforçando para me manter de pé, livre, dentro de uma realidade que tricota ilusões.

Quando os anos ainda me eram escassos, me via forte, destemido, tenaz e certo de minha persipcácia nas decisões já tomadas e em todas aquelas vindouras.

Redundantemente arrogante e prepotente, ignorando a implacabilidade da vida e sua contagem de terror, seguia em frente certo de que era único entre todos.

Silenciosamente, lições me foram oferecidas. Muitas delas difíceis e incompreendidas pela minha frágil percepção, aonde eu, era o centro do universo, o "senhor" do meu destino.

Lições que trouxeram revolta. Revolta que trouxe desespero. Desespero que fez com que minhas decisões deturpadas fossem reveladas a mim, na forma de dor.

As ilusões que ajudei a tricotar ponto a ponto, logo se dissipam e me vejo afundado em realidade de forma nua.

Exposto em uma mar de hipocrisia e solidão, me afogo.

Sorrisos se tornaram "amarelos", abraços vazios, palavras sem conteúdo. Tudo é direcionado com tamanha sinceridade por aqueles que pouco sabem e pouco perceberam. São só mais um ponto na malha de mentiras.

O espelho jamais vai refletir o que importa. Os olhares, antes, os espelhos d'alma, já não são capazes de dizer a verdade e assim se torna cada vez mais difícil a caminhada em postura "ereta".

Vagarosamente um servo quebrado se ajoelha. O que acreditei ser bom em mim, morre. Essa é a doença que ajudei a criar. O demônio que habita em mim. A força que se vai...

Cansado! Frustrado! Não tenho com quem falar!

A inteligência da qual me "acusam" ser possuidor, se tornou um calabouço, aonde sufoco meus pensamentos, meus sentimentos, incapaz de expressa-los. Impossibilitado pela incompreensão daqueles que me oferecem sorrisos, abraços e palavras.

Não posso dizer. Sou proibido de sentir. Não tenho respeito por meus "irmãos" e lentamente o perco também por mim.

Não sou a vítima...
Não sou o fraco...

Em um mundo insano e de fábulas, vítima e fraqueza são só mais uma parte do conto.

A vida é vivida dentro de um mundo absurdo, de uma realidade travestida por nossas ilusões.

As batalhas não cessam na guerra aonde não há possibilidade de vitória.

Os aliados, são poucos. Aonde todos fazem sangrar, poucos podem curar...

Volto-me a mim novamente. escrevo e leio como se conversasse com um outro alguém. Um amigo certo porém ilusório que não emite uma opinião sequer sobre tudo que digo. Ele apenas ouve, lamentando o fato de ter demorado tanto a perceber a vulnerabilidade da condição, aonde arrogância e prepotência nada mais são do que mais uma ferramenta no choque de realidade que a vida oferece.

Grato por fazer parte disso sempre serei.

Ansioso para ver o desfecho da contagem, mais ainda.

Me arrastando, tentarei seguir até o doce final.

domingo, 3 de abril de 2016

O que diabos é isso?
Hein?
O que diabos é isso?
Vinho!
Não.
O que?
Vida?
Aonde?
Me ofereça!
O que? Vida?
Sim!
Quando morrermos conversamos sobre...
Estupro...

Nesse devaneio, nesse pesadelo, nessa surrealidade inevitável de vômitos, diarreias, delírios e negação, estamos nós.
Humanos. Miseráveis pensantes rodeados de certezas incertas, de convicções duvidosas, de bondade perversa.
Pervertidos por natureza, nos abdicando de admissão. Certos de incertezas coerentes sobre aquilo que nos rodeia. Corretos e íntegros dentro da falta de integridade. Moralistas imorais. Ilusórios coerentes. Incoerentes sadios.
Vida humana baseada na morte. Na morte do todo, na morte do outro, na morte do norte. Encaminhados ao sul. Ao sul do paraíso, mergulhados estamos, nas profundezas de sapiência, na irracionalidade da razão, na violação da criança humana.
Delírio mágico que nos leva. Ali e acolá, indo e vindo, mentindo e acreditando na verdade deturpada pela inaptidão.
Inaptidão que é regra, regra caótica, socialmente despidos na sociedade de hipocrisia.
Olhe ali. Vê? Sou eu. É você. Quem?
Aquele que se vai, rotulado por um nome que se é pronunciado denominando um "quem" de alguém.
Quem? Alguéns? Sim. Eu, você...
Na violação do espírito pela condição humana...
Mortos...
Eu, você, quem e alguens...
Inevitavelmente criminosos e honestos na alucinação sóbria, da realidade que deturpa a verdadeira condição.
Mudando convicções "desconvictas".
Ali, aqui, acolá...
Sítio de idéias, universo de mentiras humanas...
Lentamente...
ESTUPRO MENTAL.